quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Fazendo as Malas - Foz do Iguaçu Parte 2

Confira a parte 1!

Nosso segundo dia de viagem seria na Argentina! Acordamos bem cedo, tomamos um delicioso café da manhã no hotel (são muitos tipos diferentes de bolos, uma delícia!) e fomos andando até o ponto de ônibus. Ao chegarmos tomamos um chá de cadeira esperando o bendito ônibus que iria até Puerto Iguazú por incríveis R$4 por pessoa. O ônibus era diferente dos que normalmente circulam em Foz (estes são verdes), mais velho e mal conservado, mas, por esse preço, quem pode reclamar?

A viagem é rápida e o ônibus para na Aduana para que brasileiros desçam e apresentem os documentos para a Receita Federal argentina. Mas, diferentemente do que ocorre nos aeroportos, você não avisa a RF brasileira que saiu do país. Na verdade, fica fácil entender como tanta gente consegue fugir do Brasil. No fundo, só salta do ônibus quem quer. Nada me impediria de bancar a argentina e continuar sentadinha no ônibus esperando os brasileiros subirem.

Como o ônibus estava um tanto quanto cheio, esse processo demorou uns 15, 20 minutos e nós seguimos viagem. O motorista avisou aos passageiros quando chegamos ao ponto em que deveríamos descer para pegar o outro ônibus que levaria até o lado argentino das cataratas, mas não sem antes nos dar uma dica: do lado do ponto de ônibus está uma cooperativa de taxi, que cobra o mesmo valor do ônibus para levar 4 pessoas até a entrada do parque. Perfeito! Conversamos com duas espanholas que toparam rachar o taxi com a gente e fomos sentados e no ar condicionado geladinho! Valeu super a pena e é uma ótima dica!

Pra melhorar ainda mais, como tem muita gente que sai do Brasil apenas com reais e o parque argentino só aceita pesos para pagar a entrada, o motorista ainda faz o câmbio (muita mais vantajoso que a casa de câmbio na entrada do parque) na hora para você! Nós já tínhamos comprado no Brasil os pesos, mas as espanholas foram salvas!

Valores em Fevereiro de 2014 (imagem retirada do site http://www.iguazuargentina.com)
Um dado importante: o parque abre 8h, porém no horário da Argentina! Como aqui no Brasil nós ainda estávamos no horário de verão, havia 1 hora de diferença! Nós chegamos no parque 8h30 no horário argentino e 9h30 no horário brasileiro.

Pra quem gosta de chá vi essas máquinas de água quente umas três vezes no parque!
Ingressos comprados, passamos pela roleta e caminhamos até o centro de visitantes. Aqui está o pulo do gato: no parque as comidas e bebidas são bem caras e é recomendável que você leve, pelo menos, água. O legal é que nesse centro de visitantes você tem um bebedouro! Então leve a garrafa vazia (para não carregar peso a toa) e encha ao chegar! Para quem gosta de chá (e eu vi MUITA gente carregando sua garrafa térmica), também tem maquininhas de água quente que (eu acho) são gratuitas.

De lá passamos no estande da Iguazu Jungle, a empresa que oferece passeios semelhantes ao Macuco Safari do Brasil por um terço do preço, para reservarmos nossos ingressos para a Aventura Náutica (180 pesos argentinos por pessoa - eles também aceitam reais). O atendente foi muito solícito e nos deu uma dica de como visitarmos o parque, que nós seguimos à risca: primeiro o circuito superior, depois o inferior (onde você fará o passeio de barco) e, por fim, a Garganta do Diabo!

Nossos ingressos ficaram marcados para 11:40, mas ele disse que, se chegássemos antes ou depois, poderíamos fazer o passeio da mesma forma, contanto que o barco não estivesse lotado (e que, na pior das hipóteses, eles devolvem o dinheiro).

Trenzinho não muito confortável, lento, mas com uma paisagem bem bonita!
Pegamos, então, o trem até o circuito superior e começamos nossa aventura!

Parece fumaça, mas é só água!

Aos pouquinhos as cataratas começam a surgir e o queixo começa a cair!
 
É muita água!

O circuito superior é literalmente isso: a gente vai passando por cima das quedas

Emocionante

Como a água molha muitas partes do trajeto, tem que tomar cuidado para não cair mesmo!




Para completar tudo, com todas as devidas paradas para fotografar e apreciar a vista, acredito que demoramos em torno de 1 hora ~ 1 hora e meia (são 650 metros).

Emendamos logo com o circuito inferior, que é bem mais longo (1,7km) e tem muito mais sobe e desce, mas te dá uma visão completamente diferente!
 
O parque tem muitas libélulas lindas!

Por conta do solzão que estava fazendo e da gigantesca quantidade de água, é possível encontrar arco-íris o tempo todo!
No meio do trajeto tem uma escada que leva ao passeio do Iguazu Jungle (e ao passeio de barco para a Isla San Martín - que não estava funcionando no dia). Ela é um tanto quanto cansativa, afinal, você vai ter que descer até láááá embaixo, no nível da água. A espera para entrar no barco é um pouco chata, principalmente quando os termômetros passam dos 40ºC e você está parado embaixo do sol entediado, mas nada que vá lhe fazer desistir! 

Os coletes são distribuídos junto com bolsas à prova d'água para colocar seus pertences e começamos a entrar no barco!

Píer onde o barco atraca
O tempo todo o passeio é filmado por um funcionário, que no final tenta lhe vender o DVD por 200 pesos, se não me engano. Como nós temos uma capinha à prova d'água para a máquina, nós mesmos filmamos o processo todo. O chato é que a capinha é daquelas de plástico (e não de acrílico), então você tem escolher se quer filmar ou fotografar antes de colocá-la na proteção. Vi algumas pessoas comprando o vídeo e acho que pode ser interessante para guardar de recordação, mas, honestamente, não tenho a menor ideia da qualidade da gravação.

O barco deixando o píer e a magnitude das cataratas ficando cada vez mais perto!
O passeio é bem rápido, dura entre 10 e 15 minutos, mas é o suficiente para fazer o seu dinheiro valer a pena! Primeiro o barco faz um passeio mais 'calmo' e mais de longe, para que todo mundo possa tirar suas fotos sem estragar sua máquina, mas depois a coisa fica mais hardcore! Ele avisam que é hora de guardarem os objetos na bolsa à prova d'água e pronto: é hora de se molhar! Como estava MUITO quente, foi uma delícia, mas era tanta água, mas TANTA, que eu mal conseguia abrir o olhos! Eles chegam muito perto das quedas! E você sai ensopado. MESMO. Eu vi algumas pessoas comprando capas de chuvas, mas eu realmente acredito que elas são inúteis. É melhor você ir com uma roupa de banho por baixo e ficar só de biquíni/sunga na hora do passeio, guardando suas roupas secas na bolsa.

Admito que eu estava com medo do passeio não valer a pena, mas super valeu! Recomendo demais!

Quando tudo chega ao fim, a escadaria que você desceu é agora a que você vai subir, então prepare as pernas! Quando voltamos ao circuito inferior, paramos em um banquinho para nos alimentarmos (nosso almoço foi Pringles) e secarmos um pouco a roupa e tudo mais (elas estavam, literalmente, pingando).

Passarinho que estava posando para fotos no caminho
Depois de recuperarmos as energias, caminhamos em direção ao trenzinho para irmos até a famosa Garganta do Diabo! Apesar da trilha ser a mais longa (são mais de 2km), não tem escadas, então foi a mais tranquila também.

Quando você finalmente chega no final e olha para aquela quantidade de água não dá nem para acreditar: é lindo demais! Mas, pra variar um pouco, é MUITA água, então prepare-se para se molhar. E quando eu falo se molhar, é quase entrar embaixo de um chuveiro, tá? Quando o vento joga a água para cima de você, não tem escapatória! E é uma delícia!

Novamente, não tiramos fotos, só filmamos, pelos mesmos motivos. :/

Foz é um dos lugares com maior concentração de borboletas do mundo!
Agora era hora de retornar: caminhamos de volta até a estação de trem, descemos (dormindo, pois já estávamos exaustos) e pegamos um ônibus (35 pesos por pessoa) até o Icebar! Avisamos ao motorista onde queríamos ficar e ele nos deixou na porta.

O Icebar Iguazu, como o nome já diz, é um bar de gelo. Você paga a entrada ($140 pesos - eles também aceitam reais) e tem direito a ficar dentro do bar por 30 minutos, consumindo à vontade! Quando nós chegamos um grupo havia acabado de entrar, então tivemos que aguardar um tempinho. 

Sala de espera
Eles fornecem um casacão e luvas, mas não calças e nem sapatos (eu vi uma moça que estava de short e sandália não aguentar ficar lá dentro nem 10 minutos). Também tem um armário onde você pode deixar bolsas e pertences gratuitamente.

Depois de vestidos somos enviados para uma pré-sala, que não tem praticamente nada e só serve para diminuir o choque de temperatura. Lá os termômetros marcar 5ºC. Ficamos cerca de 5~10 minutos, onde recebemos algumas instruções e, finalmente, é hora de encarar -10ºC!!!!

São diversas esculturas de gelo!


O barman não sente frio! Incrível!
Foi muito legal! Fica tocando uma música (bem eclética e sempre super dançante) e é impossível não se mexer muito devido ao frio! Eu estava com a roupa ainda molhada por conta das cataratas e parecia que ia congelar no início, mas, depois de um tempo eu já até conseguia tirar as luvas para bater fotos!

Os drinks são servidos em copos de gelo (o que deixa as luvas meio molhadas e muito geladas!) e também tem bebidas sem álcool para quem preferir.

Os trinta minutos são o tempo suficiente para você aproveitar o bar sem morrer de frio e fazer o seu dinheiro ser ingerido em forma líquida! Passeio aprovado!

Na hora de irmos embora, pedimos indicação de algum ônibus que nos levasse até a aduana, mas nos informaram que não havia nenhum. Comecei a ficar cansada em imaginar os 4km embaixo de um sol forte que eu teria que caminhar, mas tivemos a brilhante ideia de perguntar quanto seria um taxi até lá: R$10! Perfeito!

Em poucos minutos chegamos e resolvemos conferir o famosíssimo Duty Free Puerto Iguazú. Ele fica depois da RF argentina, então, antes carimbamos nossos passaportes. Esse passeio foi uma verdadeira decepção. Como todas as vezes que eu me deparo com um free shop, achei os preços pouquíssimo atrativos (principalmente com o dólar tão alto) e saí de mãos vazias. Realmente a estrutura é muito bonita e tem muita coisa, mas só serviu pra experimentar todas as bebidas e comidas que eles estavam oferecendo de graça mesmo!

Bandeiras da Argentina muito 'bem conservadas' na aduana
Caminhamos até o ponto de ônibus e esperamos um bocado até ele chegar. Mais R$4 de passagem para cada um e... De volta ao Brasil!

Exaustos, caminhamos até o hotel e, sem disposição para jantarmos fora, pedimos um pizza por telefone na Mega Pizza. Demorou um tanto, mas chegou e estava quentinha e gostosa! Fomos direto para a cama, ansiosos pelo dia seguinte!

Confira a parte 3!