terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Cheirinho de Sebo - Sandman

"Vou revelar-te o que é o medo num punhado de pó."


Sinopse: A série conta a história de Morfeus, um dos Perpétuos - criaturas análogas aos deuses, mas ainda maiores - responsável pelo Mundo dos Sonhos.

Quando uma ordem mística tentou capturar a irmã de Sonho, a Morte, em seu lugar eles capturaram Morfeus. Assustados com o que conseguiram, os membros da ordem o mantiveram cativo. E assim teve início um período de diversas décadas em que esse Perpétuo ficou trancafiado à mercê de seus captores, deixando o Mundo dos Sonhos abandonado e os sonhadores desamparados.

A série nos revela como ele se libertou e foi capaz de se adaptar ao mundo após tantos anos de ausência, e também nos mostra um vislumbre de sua história e da mitologia dos Perpétuos.

Desde pequeno eu nunca fui muito fã de quadrinhos de super-heróis. Cresci lendo Turma da Mônica e me arrisquei um pouco no Homem-Aranha, mas nunca me interessei de fato. Até que conheci o mundo das   graphic novels (sim, tem diferença com relação aos quadrinhos padrão, pelo menos na minha cabeça). Os temas costumam ser mais sérios (ou não), as histórias mais bem boladas, o desenho mais bonito...


Eu comecei bem velho. Li a minha primeira graphic novel há uns 5 anos atrás. Meu irmão tinha comprado uma chaproca intitulada "Sandman". Era o primeiro volume da Edição Definitiva, que iria compilar todas as revistas já lançadas em cinco tomos bem grandinhos. Gostei da capa, gostei do nome, gostei do tema, mas demorei a começar a ler por causa do preconceito que eu tinha. Numa bela tarde ensolarada fui resolver uns assuntos pendentes e levei o livro pra ajudar a passar o tempo. Fiquei maravilhado (lembro-me que nessa ocasião eu quase desenvolvi hemorróidas). O desenho, os conceitos, a narrativa, os mistérios.... o que diabos era aquilo???

Foi quando eu conheci o trabalho de Neil Gaiman e Dave McKean. O primeiro, um Gênio da literatura. O segundo, um perturbado com o dom de retratar o surreal com uma beleza ímpar. Que combinação! É importante dizer que McKean "só" fez as capas das edições, mas justamente são elas que antecipam o clima que você vai encontrar naquelas histórias, que falam sobre seres mais antigos do que deuses.
Gaiman e McKean
Recentemente eu acabei de ler o 4º volume da Edição Definitiva, que fecha o arco principal de história. Foi lançado um volume por ano e eu consegui me controlar para não ler pela internet e não me arrependo. Assim eu saboreei cada quadrinho, cada detalhe das capas e toda vez ficava com um gostinho de quero mais, esperando o próximo ano (também foi uma boa desculpa para reler as histórias, afinal, depois de tanto tempo, eu já não lembrava de mais nada). É uma leitura incrível, obrigatória pra quem gosta de literatura fantástica.